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quinta-feira, Abril 06, 2006

Nova morada em: 


http://relatividadeglobal.wordpress.com


sexta-feira, Julho 29, 2005

Missão Cumprida 


7:00, toca o despertador.
Por hábito tocaria 20 minutos mais tarde, mas a empresa adoptou novo horário de entrada para as 8 da manhã, e assim tem sido nos últimos 3 meses o despertar.
Só que esta não é mais uma manhã. A rotina matinal não se tem modificado muito e esta, nesse aspecto, não é diferente. Os 2 ou 3 kms, percorridos na maior das vezes a pé, apenas foram modificados pelas obras aqui e ali.
Mas hoje é diferente. O que te vai nessa cabeça hoje?
Aconteça o que acontecer, será a última com esse espírito. É o último passar do cartão de entrada. No trajecto para a sala de trabalho, enquanto olha para os navios e vislumbra o trabalho que há para fazer, pensa: já não é para mim. A nostalgia que se poderia sentir por ser o último dia de trabalho é posta de parte, porque como diz: é da idade.
As escadas largas, em madeira, com cicatrizes do peso dos anos, são subidas, tenho eu a certeza disso, com o sentimento profundo de dever (muito mais) que cumprido.
As novas leis da reforma, fizeram antecipar aquilo que estaria destinado a ser pensado no próximo ano.
Mas não aguento 5 anos mais! Aliás, os últimos 5 representaram uma carga de 10!
E no primeiro fim-de-semana de Junho, após o que foi anunciado por um Governo que não sabe o que é bom senso, a decisão foi fácil de tomar e o único receio foi se ainda iria a tempo. Mas foi.
Sai no entanto magoado com a atitude de quem trata empregados (?) como números. Mas nesse número não cabe a experiência acumulada de tanto tempo, não dá para ler que nunca esteve em casa por baixa, não demonstra os sacrifícios que fez pelo trabalho, não diz que vem embora com 70 dias de férias por gozar fruto do empenho e da responsabilidade com que sempre encarou o serviço, não diz que chegou ao número 2,3 ou 4 dos mais antigos numa empresa que emprega 1100 trabalhadores.
Esses idiotas que tratam um colaborador por um número, teriam de arranjar um fórmula para fazer passar toda a experiência, para os que se seguem, que não vem nos livros, a experiência do dia-a-dia que é de de ordem técnica e profissional. Digo teriam, porque os que se seguem serão também números e o trabalho é também um número e é por isso também que estamos onde estamos. Estamos onde merecemos estar.
Em conversa com outras pessoas com conhecimento de causa de outras realidades, dizem-lhe que no seu país não deixariam sair assim uma pessoa. Se é certo que tem direito e deve chegar a um ponto que deve abrandar e descansar, pode, contudo, continuar a ser uma mais valia noutras condições em que ambas as partes tiram proveito da situação.
Mas por agora não. Não há nada. Não preocupa, mas custa. Não tira o sono, mas fica a mágoa porque não houve ninguém a querer saber quais as razões que levam alguém a antecipar a sua reforma.
Logo, quando sair, como um Senhor, será pela porta grande assim como grande foi a dedicação. Os erros cometidos foram o resultado de querer fazer mais e melhor e portanto são erros que só acontecem a certo tipo de pessoas.

Resta-me dizer que falo do meu Pai. Falo orgulhosamente e portanto não me preocupei em tentar ser imparcial, embora sinta que poderia ter dito muito mais.

E já agora, leia de novo, mas com estes dois números: tem 60 anos de idade e no próximo dia 1 de Agosto de 2005 completaria exactamente 43 anos ao serviço dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

Da minha parte agradeço-te de durante os meus 31 anos de existência, nunca teres levado os problemas do trabalho para casa (não confundir com trabalho para casa porque isso fizeste muitas vezes;).

Aquele abraço e um óptimo, último, dia de trabalho!


domingo, Junho 19, 2005

Olé Tiago! 


Se estavam só 6 carros na grelha de partida, o monovolume de Tiago Monteiro era um desses. Fez, primeiro aquilo que tem feito, acabar a corrida, depois ficou mais uma vez à frente do companheiro de equipa e por último realizou um sonho: subir ao pódio da Fórmula 1!
Pena é que que Schumacher não tenha percebido a alegria do jovem piloto português, o que aquele pódio significou para ele e para a equipa e o que de bom pode trazer para a carreira de Tiago. A condição de rookie não tocou o alemão que o deixou sózinho no pódio e nem sequer abriu a sua garrafa de champagne. Curiosamente foi desta vez muito mais comedido do que quando festejou efusivamente a vitória no Grande Prémio em que morreu Ayrton Sena...


Greves 


Tal como numa discussão, quando os meios não são os melhores corremos o risco de perder a razão pelo que nos debatemos. Nas greves, paragem voluntária, colectiva e temporária de uma actividade por reivindicações de vária ordem ou por protesto, deve-se visar unicamente o(s) causador(es) do motivo pelo qual se protesta e não atingir outros. Paragem voluntária daqueles que fazem greve, não obrigatória para aqueles que nem sequer é a luta deles, independentemente de poderem a vir ser beneficiados. Apoiantes para as causas conquista-se, não se impõe.


Citando-me 


A pior das mentiras é a mentira.

Pensamentos que ocorrem não sabendo se já li, ouvi, ou são criação própria.


quinta-feira, Maio 05, 2005

Engenheiros...(2) 


Conversa entre dois engenheiros civis:

- Então que contas?
- Oh pá, acho que vou largar a prostituição e dedicar-me à música.


terça-feira, Maio 03, 2005

Engenheiros... 


Não há nada como dizer-lhes que não são capazes de fazer alguma coisa para a ver feita!


sexta-feira, Abril 08, 2005

KAROL WOJTYLA 18/05/1920-02/04/2005 


Requiescat in pace


terça-feira, Março 15, 2005

Ano Internacional da Física 


Mais artigos no seguimento das comemorações:


com medalha de Bronze para a Escola Secundária de Monserrate - Viana do Castelo!

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